Mesmo com subsídios, inflação de combustíveis é quase o dobro da de 2025

Apesar de os preços terem se elevado no período como um todo, a alta seria maior caso não houvesse os subsídios.

No caso da gasolina comum, por exemplo, o litro tinha preço médio de R$ 6,28 no levantamento de 28 de fevereiro. Mas após a guerra, o produto chegou a custar até R$ 6,78. No levantamento do último dia 10, o valor era de R$ 6,54.

A inflação mensal medida pelo IBGE por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também evidencia o comportamento dos preços diante dos subsídios.

Em março, houve a maior alta, no entanto, o efeito dos descontos fez os preços terem queda no período de maio a agosto.

Petróleo vai pressionar inflação também em 2027

Os preços altos dos combustíveis são um problema que ficará para o próximo governo em 2027, seja ele comandado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, ou o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O motivo é a escassez. Na última quarta-feira (14/10), a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) afirmou no Relatório do Mercado de Petróleo referente a outubro que a atual escassez de diesel deve resistir até boa parte do próximo ano.

“Apesar da menor demanda, prevê-se que o equilíbrio do mercado de petróleo permaneça deficitário até o final do ano, com a restrição na oferta de destilados médios provavelmente persistindo até bem avançado o ano de 2027”, destaca a IEA.

Mesmo com a inflação dos combustíveis fique na casa dos 4,5%, o índice será o segundo mais baixo no atual mandato. Em 2023, o índice foi de 8,37% e o recorde alcançado em 2024: 10,09%. O ano passado os combustíveis subiram 2,3%.

Guerras e preço do petróleo

O principal motivo para a elevação do preço dos combustíveis neste ano é a guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel. No entanto, também há influência do conflito entre Rússia e Ucrânia.

A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro deste ano. Antes do conflito, o barril do preço do petróleo tipo brent, que é referência no mercado internacional, que girava em torno de US$ 70. Depois chegou a valer até US$ 120.

Na manhã da última sexta-feira (16/10), o item era negociado a US$ 105,90, com preço estável (-0,02%) em 24 horas. O petróleo mais caro faz subirem os preços do diesel, gasolina e gás de cozinha.

A influência da guerra no Oriente Médio sobre o preço do petróleo ocorre por causa das restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz,  uma importante rota do comércio global para vários produtos.

O estreito é a principal via de saída do petróleo produzido na região do Golfo Pérsico, que inclui a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Iraque e o próprio Irã.

Em relação à Rússia, o ponto central é a produção, conforme o relatório divulgado pela IEA na última quarta.

“A produção e as exportações russas de óleo diesel caíram nos últimos meses, em decorrência dos danos crescentes causados ​​às refinarias por drones ucranianos”, diz trecho do documento.



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Apesar de os preços terem se elevado no período como um todo, a alta seria maior caso não houvesse os subsídios.

No caso da gasolina comum, por exemplo, o litro tinha preço médio de R$ 6,28 no levantamento de 28 de fevereiro. Mas após a guerra, o produto chegou a custar até R$ 6,78. No levantamento do último dia 10, o valor era de R$ 6,54.

A inflação mensal medida pelo IBGE por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também evidencia o comportamento dos preços diante dos subsídios.

Em março, houve a maior alta, no entanto, o efeito dos descontos fez os preços terem queda no período de maio a agosto.

Petróleo vai pressionar inflação também em 2027

Os preços altos dos combustíveis são um problema que ficará para o próximo governo em 2027, seja ele comandado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, ou o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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O motivo é a escassez. Na última quarta-feira (14/10), a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) afirmou no Relatório do Mercado de Petróleo referente a outubro que a atual escassez de diesel deve resistir até boa parte do próximo ano.

“Apesar da menor demanda, prevê-se que o equilíbrio do mercado de petróleo permaneça deficitário até o final do ano, com a restrição na oferta de destilados médios provavelmente persistindo até bem avançado o ano de 2027”, destaca a IEA.

Mesmo com a inflação dos combustíveis fique na casa dos 4,5%, o índice será o segundo mais baixo no atual mandato. Em 2023, o índice foi de 8,37% e o recorde alcançado em 2024: 10,09%. O ano passado os combustíveis subiram 2,3%.

Guerras e preço do petróleo

O principal motivo para a elevação do preço dos combustíveis neste ano é a guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel. No entanto, também há influência do conflito entre Rússia e Ucrânia.

A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro deste ano. Antes do conflito, o barril do preço do petróleo tipo brent, que é referência no mercado internacional, que girava em torno de US$ 70. Depois chegou a valer até US$ 120.

Na manhã da última sexta-feira (16/10), o item era negociado a US$ 105,90, com preço estável (-0,02%) em 24 horas. O petróleo mais caro faz subirem os preços do diesel, gasolina e gás de cozinha.

A influência da guerra no Oriente Médio sobre o preço do petróleo ocorre por causa das restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz,  uma importante rota do comércio global para vários produtos.

O estreito é a principal via de saída do petróleo produzido na região do Golfo Pérsico, que inclui a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Iraque e o próprio Irã.

Em relação à Rússia, o ponto central é a produção, conforme o relatório divulgado pela IEA na última quarta.

“A produção e as exportações russas de óleo diesel caíram nos últimos meses, em decorrência dos danos crescentes causados ​​às refinarias por drones ucranianos”, diz trecho do documento.

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