A Presidência da Câmara dos Deputados voltou atrás e autorizou, em caráter excepcional, a prorrogação da escolta da deputada federal Talíria Petrone (PSOL) por mais 90 dias. A decisão, assinada nesta quinta-feira (02), foi tomada um dia depois de a Casa determinar a retirada da proteção da parlamentar.
A mudança de entendimento ocorreu após Talíria recorrer diretamente ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), pedindo a revisão da decisão do Departamento de Polícia Legislativa.
A escolta havia sido removida em razão de agendas realizadas pela deputada no Complexo da Maré e em Paciência, no Rio de Janeiro, mesmo com autorização da própria Câmara.
Talíria solicitou revisão da decisão
Talíria chegou a encaminhar uma carta ao gabinete da Presidência da Câmara pedindo a revisão da medida e ressaltando a importância da manutenção da escolta. A deputada classificou a decisão como “muito grave” e relembrou o assassinato de Marielle Franco. “Isso não tem relação com partido político, mas com a própria democracia”, afirmou.
No pedido, a parlamentar questionou se as favelas estariam sendo tratadas como “não-lugares” e afirmou que a atuação nesses territórios faz parte do exercício do mandato.
O novo despacho determina a manutenção da escolta por 90 dias, com efeitos retroativos a 12 de junho. A reversão ocorre menos de um ano depois de Hugo Motta também anunciar o fim da proteção da deputada e voltar atrás poucos dias depois.
Com informações da coluna do Lauro Jardim, no jornal “O Globo”.
