O humorista Antônio Tabet reagiu, neste domingo (27/9), à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a ordem de remoção de uma publicação sobre Nossa Senhora Aparecida determinada pelo ministro André Mendonça, também vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na rede social X, Tabet disse que a decisão preservou “a liberdade de expressão e a liberdade religiosa” de quem defende a santa e disse que voltará a publicar o conteúdo.
“Como será impossível restabelecer a postagem que foi apagada, vou publicá-la novamente. E conto com vocês para fazê-la chegar mais uma vez a todos que a viram e aos que não puderam vê-la”, escreveu.
Confira na ítengra:
Flavio Dino acabou de derrubar a decisão de André Mendonça, “preservando a liberdade de expressão e a liberdade religiosa” dos que defendem Nossa Senhora Aparecida.
Como será impossível restabelecer a postagem que foi apagada, vou publicá-la novamente. E conto com vocês para…
— Antonio Tabet (@antoniotabet) September 27, 2026
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do Metrópoles
Entenda o caso
- Neste domingo, Dino determinou o restabelecimento do post e de outros conteúdos removidos pelo mesmo motivo.
- O magistrado entendeu que não havia elemntos suficente para considerar o conteúdo ilegal a ponto de justificar restrição ampla à liberadade de expressão.
- O post foi publicado em 24 de setembro e trazia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com a frase: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
- O texto, porém, não citava nominalmente o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
“Família miliciana”
Mesmo não tendo o nome citado, o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acionou o TSE alegando que a publicação se referia a ele e divulgava informação falsa.
Logo depois, Mendonça determinou a retirada e proibiu novos conteúdos semelhantes, sob multa de até R$ 30 mil, alcançando postagens que tratassem como verdadeiro que Flávio ou familiares teriam proposto retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
Ao analisar o caso, Dino afirmou que seria preciso presumir que “família miliciana” se referia diretamente a Flávio para justificar a censura e destacou que o debate eleitoral deve permitir críticas e sátiras.
A polêmica envolve o PL nº 2.623/2007, do então deputado Victório Galli, hoje, filiado ao PP, que propunha alterar a legislação sobre o título de Padroeira do Brasil. A proposta foi arquivada em 2008.
O humorista Antônio Tabet reagiu, neste domingo (27/9), à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a ordem de remoção de uma publicação sobre Nossa Senhora Aparecida determinada pelo ministro André Mendonça, também vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na rede social X, Tabet disse que a decisão preservou “a liberdade de expressão e a liberdade religiosa” de quem defende a santa e disse que voltará a publicar o conteúdo.
“Como será impossível restabelecer a postagem que foi apagada, vou publicá-la novamente. E conto com vocês para fazê-la chegar mais uma vez a todos que a viram e aos que não puderam vê-la”, escreveu.
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Flavio Dino acabou de derrubar a decisão de André Mendonça, “preservando a liberdade de expressão e a liberdade religiosa” dos que defendem Nossa Senhora Aparecida.
Como será impossível restabelecer a postagem que foi apagada, vou publicá-la novamente. E conto com vocês para…
— Antonio Tabet (@antoniotabet) September 27, 2026
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Entenda o caso
- Neste domingo, Dino determinou o restabelecimento do post e de outros conteúdos removidos pelo mesmo motivo.
- O magistrado entendeu que não havia elemntos suficente para considerar o conteúdo ilegal a ponto de justificar restrição ampla à liberadade de expressão.
- O post foi publicado em 24 de setembro e trazia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com a frase: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
- O texto, porém, não citava nominalmente o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
“Família miliciana”
Mesmo não tendo o nome citado, o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acionou o TSE alegando que a publicação se referia a ele e divulgava informação falsa.

Logo depois, Mendonça determinou a retirada e proibiu novos conteúdos semelhantes, sob multa de até R$ 30 mil, alcançando postagens que tratassem como verdadeiro que Flávio ou familiares teriam proposto retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
Ao analisar o caso, Dino afirmou que seria preciso presumir que “família miliciana” se referia diretamente a Flávio para justificar a censura e destacou que o debate eleitoral deve permitir críticas e sátiras.
A polêmica envolve o PL nº 2.623/2007, do então deputado Victório Galli, hoje, filiado ao PP, que propunha alterar a legislação sobre o título de Padroeira do Brasil. A proposta foi arquivada em 2008.
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