Fernando Jordão, ex-prefeito de Angra dos Reis e ex-deputado federal, tenta retornar à Câmara dos Deputados pelo MDB nas eleições de outubro. Na declaração de bens registrada no portal DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato informou possuir R$ 703.023,19 em patrimônio.
O valor representa uma redução de 71,46% em relação ao declarado em 2020, quando disputou e venceu a eleição para o segundo mandato à frente da Prefeitura de Angra dos Reis. Naquele ano, Jordão informou ao TSE possuir R$ 2.463.881,53 em bens.
Jordão ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro entre 2015 e 2017. Ele é casado com a deputada estadual Célia Jordão (PSD), que também disputa a reeleição no pleito deste ano.
Patrimônio 3,5 vezes menor em seis anos
Entre as duas declarações de bens, a principal mudança no patrimônio de Fernando Jordão está na redução dos valores relacionados a créditos e participações empresariais.
Em 2020, esses ativos representavam a maior parte do patrimônio informado pelo então candidato à Prefeitura de Angra dos Reis: R$ 1,9 milhão.
Na declaração deste ano, esses valores deixaram de aparecer nos mesmos moldes e foram substituídos por uma participação societária e outros bens de menor valor. Já os imóveis declarados permaneceram praticamente estáveis, com terrenos e casas em Angra dos Reis mantendo valores semelhantes aos informados seis anos antes.
A principal diferença está na retirada dos créditos empresariais que, em 2020, representavam a maior parte do patrimônio declarado. Em seis anos, os valores registrados como bens e direitos tiveram uma queda de aproximadamente R$ 1,76 milhão.
Inelegibilidade em ação na Justiça de Angra dos Reis
No começo do mês, a Justiça Eleitoral de Angra dos Reis declarou a inelegibilidade de Fernando Jordão (MDB) por oito anos em uma ação que também resultou na cassação dos diplomas do prefeito Cláudio Ferreti (MDB) e do vice Rubinho Metalúrgico. A decisão da 147ª Zona Eleitoral apontou abuso de poder político e econômico durante a campanha municipal de 2024, envolvendo a produção e divulgação de conteúdos contra o então candidato adversário Renato Araújo (PL).
Com a decisão, Jordão, que deixou a Prefeitura de Angra em 2024 após dois mandatos e agora tenta voltar à Câmara dos Deputados, fica impedido de disputar eleições pelo período determinado pela Justiça Eleitoral. A sentença, no entanto, ainda cabe recurso, e os envolvidos permanecem no cargo — Jordão segue como candidato — enquanto o processo não tiver uma decisão definitiva.


