O ex-secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi também é alvo dos mandados de busca e apreensão que a Polícia Federal está cumprindo na manhã desta sexta-feira (14), na segunda etapa da Operação Sem Refino, que investiga as fraudes envolvendo a refinaria Refit. Os agente federais também estiveram em endereço do ex-governador Cláudio Castro (PL), em Petrópolis.
Bernardo Rossi é candidato a deputado federal pelo União Brasil.
Ao todo, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 16 mandados. O foco desta nova fase é desarticular um esquema de irregularidades na concessão de licenças ambientais em benefício da Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), contornando as exigências dos órgãos técnicos de fiscalização.
Suspeita de que a Refit pagou propina a órgãos estaduais
Segundo as investigações, servidores e autoridades do Estado teriam recebido vantagens indevidas para liberar o funcionamento da empresa sem o devido cumprimento das normas ambientais. Entre os crimes apurados estão: fraude ambiental e gestão temerária; sonegação fiscal e lavagem de dinheiro; crimes contra a ordem econômica no setor de combustíveis; e evasão de divisas e manipulação de mercado.
A ofensiva decorre do cumprimento de determinações do STF no âmbito da ADPF 635, que ordenou que a Polícia Federal apure a ligação entre organizações criminosas e agentes do poder público no Rio de Janeiro.
Com informações obtidas na 1ª fase
A operação atual é um desdobramento da ação iniciada em 15 de maio. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, apontado como líder do grupo econômico por trás da Refit. Como reside nos Estados Unidos, Magro segue figurando como foragido da Justiça.
As apurações apontam que o esquema envolvia influência e favorecimentos dentro de secretarias estaduais de Fazenda, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Procuradoria-Geral do Estado e até de integrantes do Judiciário fluminense.
O que diz a defesa de Bernardo Rossi
A defesa de Bernardo Rossi enviou uma nota ao TEMPO REAL. Eis a íntegra:
“O ex-secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi nega qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e afirma que toda a sua atuação à frente da pasta se deu dentro da legalidade, seguindo as orientações técnicas e jurídicas de um amplo corpo de servidores da própria secretaria e de seus órgãos vinculados.
Bernardo Rossi confia na Justiça e aguarda o acesso integral aos elementos da investigação para que os fatos possam ser devidamente esclarecidos. Reitera que sempre pautou suas decisões administrativas pelos critérios técnicos e legais aplicáveis à gestão pública.
O ex-secretário repudia qualquer tentativa de associar seu nome a irregularidades e considera especialmente grave a utilização de acusações dessa natureza em pleno período eleitoral.”
Com informações do g1
