A aliança costurada no início do ano entre PL, Progressistas e União Brasil para tentar levar Douglas Ruas (PL) ao Palácio Guanabara começa a mostrar publicamente suas rachaduras — especialmente no PP, partido que parece ter pulado o muro para o lado do adversário na disputa pelo governo do estado.
O movimento ocorre justamente no momento em que cresce dentro da própria coalizão a pressão para retirar Rogério Lisboa (PP) da posição de vice na chapa de Douglas. Militantes e alguns dirigentes partidários do entorno bolsonarista avaliam que o ex-prefeito “não emplacou” na pré-campanha e não conseguiu agregar eleitoralmente como esperado.
Enquanto isso, integrantes do PP vêm acumulando aparições ao lado de Eduardo Paes (PSD).
Neste domingo (24), o vereador Felipe Michel e Felipe Pampolha — primo do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ex-vice-governador Thiago Pampolha — ambos pré-candidatos do partido à Alerj, fizeram agenda pública com Paes e o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio.
Felipe Michel foi além da agenda e publicou nas redes sociais uma mensagem explícita: o vereador se apresentou como “pré-candidato oficial do nosso futuro governador do Rio, Eduardo Paes” e escreveu que, “juntos”, fizeram do Rio “a Capital do Envelhecimento Saudável”.

Outro nome do PP que apareceu recentemente em compromissos com Paes foi o deputado estadual Dionísio Lins.
A sequência de agendas e acenos públicos alimenta a dúvida: o Progressistas continuará na linha de frente da candidatura de Douglas Ruas ou começa, aos poucos, a migrar para o entorno de Eduardo Paes?
