Os pré-candidatos às eleições de outubro já podem começar a angariar recursos por meio do financiamento coletivo via plataformas digitais. Até 9h16 deste sábado (16), um dia após a abertura do prazo, os dois pré-candidatos na disputa proporcional que mais arrecadaram em todo país são do Rio de Janeiro. A lista é encabeçada pelo vereador carioca Pedro Duarte (PSD), que vai concorrer a uma cadeira de deputado estadual, com R$ 43.734 arrecadados, e o deputado federal Daniel Soranz (PSD), que busca a reeleição, com R$ 30.039.
O fato de ambos serem do mesmo partido mostra que o PSD promete bater de frente com o Novo, que tradicionalmente tem bons resultados em plataformas digitais de arrecadação, e com o Missão, que participa da sua primeira empreitada, mas cujos correligionários têm bons históricos por outros partidos.
O Missão, inclusive, tem o pré-candidato de majoritária com maior arrecadação do primeiro dia: Renan Santos, que disputará a Presidência da República. Ele conseguiu R$ 97.091 até então.
“Muito importante ter sido a maior vaquinha do Brasil (para pré-candidatos das proporcionais) neste primeiro dia. Cada doação é mais do que um apoio: é um gesto de confiança das pessoas no nosso jeito de fazer política, uma forma diferente, com independência, trabalho e compromisso com o Estado do Rio”, escreveu Pedro Duarte em suas redes sociais.
Vaquinhas online
As vaquinhas online são permitidas pelo TSE desde 2018, mas precisam seguir diversas regras para garantir a transparência dos recursos.
Nas eleições gerais de 2022, por exemplo, 1810 candidatos recorreram ao financiamento coletivo. Juntos, eles arrecadaram R$ 14,6 milhões. Mas o valor representa apenas 0,1% dos mais de R$ 13,4 bilhões recebidos pelas campanhas naquele ano, seja por doações ou fundos públicos.
Pelas regras do TSE, a verba arrecadada on-line só pode ser liberada para o político quando a candidatura for homologada. Se ele desistir antes das eleições, as plataformas têm de devolver o dinheiro de todos os doadores. Políticos que violarem qualquer uma dessas regras podem ter a prestação de contas rejeitada pela Justiça Eleitoral. O doador só pode doar até 10% de sua renda bruta declarada no ano anterior. O valor máximo é de R$ 1.064.
Para o pleito deste ano, sete empresas estão autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas duas delas são as que mais concentram pré-candidatos de peso, e, por extensão, doações volumosas. Uma delas é a “Doar Para”, da qual faz parte Pedro Duarte. Já Soranz e Renan Santos optaram pela plataforma “Quero Doar”.
O pré-candidato ao Senado que mais recebeu doações em valores nominais até as 9h16 deste sábado (16) foi Marcel van Hatten, do Novo do Rio Grande do Sul, com R$ 91.313
