A edição do Diário Oficial do Município do Rio desta segunda-feira (1º) traz a exoneração de Rafael Thompson de Farias da presidência da Rioluz, a companhia de iluminação pública.
Thompson é irmão do advogado Mauro Farias, ex-secretário de Transformação Digital da gestão de Cláudio Castro (PL) — e apontado, pelas investigações da Polícia Federal (PF), como o proprietário da empresa J3 Real Estate Participações, dona da luxuosa cobertura no condomínio Península, na Barra da Tijuca, para onde o ex-governador se mudou recentemente.
O imóvel foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão na nova etapa da “Operação Compliance Zero”, deflagrada pela PF na última terça-feira (26).
Conexões políticas e empresariais
O próprio Thompson já atuou como secretário de Governo na gestão de Castro como secretário de Governo. Ao lado do irmão Mauro Farias, o agora ex-presidente da Rioluz é sócio da P5 Soluções. A empresa chegou a ser formalmente citada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) sob a acusação de ser destinatária ilícita de R$ 2,6 milhões em repasses oriundos de fornecedores da campanha eleitoral de Castro em 2022. As investigações, porém, não comprovaram a acusação.
Além disso, a empresa proprietária do apartamento de Castro tem como sócio o advogado Ronaldo Tormenta Pereira, figura apontada como muito próxima a Rafael Thompson, que também já atuou como braço-direito do ex-deputado Rodrigo Bacellar.
A saída de Rafael Thompson do Diário Oficial da prefeitura do Rio marca o distanciamento formal de mais uma peça central do xadrez político fluminense que acabou tragada pelas investigações da PF sobre o entorno do ex-governador. Procurada em ocasiões anteriores sobre as nomeações e investigações, a defesa de Thompson sempre sustentou que sua atuação se deve ao seu perfil técnico e qualificações em gestão pública, negando qualquer irregularidade.

