TSE forma maioria para tornar Castro inelegível por 8 anos – Jovem Pan

O ex-governador do Rio de Janeiro foi acusado de abuso de poder político por 4 votos a 1 e não pode concorrer às eleições até 2030

LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
SP – ELEIÇÕES 2026/RJ/CLÁUDIO CASTRO/SENADO/POSSIBILIDADE – POLÍTICA – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), fala com a imprensa após participar do seminário Rio Summit, realizado na Casa Lide, no Jardim Europa, em São Paulo, nesta segunda-feira, 26 de maio de 2025. Castro afirmou que tomará decisão sobre a renúncia do cargo entre fevereiro e março do ano que vem para poder disputar uma cadeira no Senado, que segundo ele é uma “possibilidade real”. “A decisão será tomada com base em pesquisas e no cenário do ano que vem. 26/05/2025 – Foto: LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Com 4 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta terça-feira (24) para tornar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, inelegível por 8 anos. Castro é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com a maioria, o ex-governador do Rio de Janeiro está inelegível até 2030, o que impede que ele dispute o Senado nas eleições deste ano.

O julgamento foi retomado nesta terça-feira depois de ter sido interrompido no dia 10 de março após o ministro Kassio Nunes Marques pedir vista para ter mais tempo de análise do caso. A presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, marcou a retomada do julgamento para 24 de março. Até o momento da retomada, o placar da votação era 2 a 0 pela cassação de Castro. Com mais dois votos após o retorno das votações, o placar ficou em 4 a 1, formando maioria.

Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. O ministro Nunes Marques foi o único a votar contra a condenação, até o momento.

Em novembro de 2025, a ministra e relatora do caso, Maria Isabel Galotti, votou pela cassação. Na ocasião, o julgamento foi suspenso depois de o ministro Antônio Carlos Ferreira pedir vista.

Na sessão desta terça-feira, o magistrado acompanhou a relatora e votou a favor da cassação. Se o entendimento for mantido, Castro poderá ficar inelegível por oito anos.

Em maio de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) absolveu o governador e os outros acusados no processo de supostas contratações irregulares da Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), Castro obteve vantagem eleitoral no recrutamento de 27.665 pessoas, o que gerou um gasto de R$ 248 milhões. O órgão afirmou que a descentralização de projetos sociais fomentou a medida.

Cláudio Castro renuncia ao cargo de governador

Na segunda-feira (23), Castro renunciou ao governo do Rio de Janeiro para se tornar pré-candidato ao Senado nas Eleições de 2026. “Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida.”, disse Castro. Para concorrer nas eleições de 2026, pré-candidatos precisam se afastar dos cargos públicos seis meses antes do pleito.



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O ex-governador do Rio de Janeiro foi acusado de abuso de poder político por 4 votos a 1 e não pode concorrer às eleições até 2030

LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDOCláudio Castro
SP – ELEIÇÕES 2026/RJ/CLÁUDIO CASTRO/SENADO/POSSIBILIDADE – POLÍTICA – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), fala com a imprensa após participar do seminário Rio Summit, realizado na Casa Lide, no Jardim Europa, em São Paulo, nesta segunda-feira, 26 de maio de 2025. Castro afirmou que tomará decisão sobre a renúncia do cargo entre fevereiro e março do ano que vem para poder disputar uma cadeira no Senado, que segundo ele é uma “possibilidade real”. “A decisão será tomada com base em pesquisas e no cenário do ano que vem. 26/05/2025 – Foto: LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Com 4 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta terça-feira (24) para tornar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, inelegível por 8 anos. Castro é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com a maioria, o ex-governador do Rio de Janeiro está inelegível até 2030, o que impede que ele dispute o Senado nas eleições deste ano.

O julgamento foi retomado nesta terça-feira depois de ter sido interrompido no dia 10 de março após o ministro Kassio Nunes Marques pedir vista para ter mais tempo de análise do caso. A presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, marcou a retomada do julgamento para 24 de março. Até o momento da retomada, o placar da votação era 2 a 0 pela cassação de Castro. Com mais dois votos após o retorno das votações, o placar ficou em 4 a 1, formando maioria.

Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. O ministro Nunes Marques foi o único a votar contra a condenação, até o momento.

Em novembro de 2025, a ministra e relatora do caso, Maria Isabel Galotti, votou pela cassação. Na ocasião, o julgamento foi suspenso depois de o ministro Antônio Carlos Ferreira pedir vista.

Na sessão desta terça-feira, o magistrado acompanhou a relatora e votou a favor da cassação. Se o entendimento for mantido, Castro poderá ficar inelegível por oito anos.

Em maio de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) absolveu o governador e os outros acusados no processo de supostas contratações irregulares da Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), Castro obteve vantagem eleitoral no recrutamento de 27.665 pessoas, o que gerou um gasto de R$ 248 milhões. O órgão afirmou que a descentralização de projetos sociais fomentou a medida.

Cláudio Castro renuncia ao cargo de governador

Na segunda-feira (23), Castro renunciou ao governo do Rio de Janeiro para se tornar pré-candidato ao Senado nas Eleições de 2026. “Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida.”, disse Castro. Para concorrer nas eleições de 2026, pré-candidatos precisam se afastar dos cargos públicos seis meses antes do pleito.

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