Vaguinho Neguinho temia entrada de adversários políticos em comunidades e recebeu garantia de chefão do CV: ‘não vai entrar’

Para a imensa maioria dos candidatos, começa hoje a última semana da campanha das eleições 2026. Mas, para quem disputa os principais cargos majoritários, pode ser o fim só da etapa inicial. E os dois mais bem cotados candidatos ao governo do estado têm objetivos muito definidos para estes sete milagrosos dias: o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) vai trabalhar, desesperadamente, para encerrar a partida no primeiro turno; o presidente da Assembleia Legislativa, Dougas Ruas (PL), vai buscar, ansiosamente, levar a decisão para o segundo turno.

Os dois lados passaram por dias de luta — e, claro, dias de glória. Quando ligarem as urnas eletrônicas, terão sido 1.200 horas só de campanha oficial, fora a já famosa pré-campanha. Ambos puderam contar com velhos e novos aliados — que atuaram como motores de foguetes ou como um pé no freio sem tamanho.

A apuração ainda vai demorar a começar. Mas, nas duas campanhas, já se sabe quem ganha e quem perde nas eleições 2026 — pelo menos, em consideração e respeito de cada grupo político.

Na campanha de Eduardo Paes

Quem está em alta

Os irmãos Carlo e Cláudio Caiado, presidente da Câmara de Vereadores e candidato à reeleição como deputado estadual, estão se destacando pela liderança política e coordenação da campanha.

O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, do PP, que abandonou o posto de vice do adversário Douglas Ruas e assumiu, de cabeça, a campanha na mais tradicional cidade da Baixada Fluminense.

A petista histórica Benedita da Silva, e o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que estão em todas, e pedem fervorosamente votos para Paes e Pedro Paulo.

O prefeito Eduardo Cavaliere.

O fiel escudeiro Guilherme Schleder.

O ex-secretário João Pires.

O advogado Márcio Alvim e sua turma, com grandes vitórias na Justiça Eleitoral.

Quem está em baixa

O publicitário Marcelo Fauhalber, que, segundo vários integrantes do grupo político, está fazendo uma campanha sombria e “muito pesada”.

O PSD nacional, que enviou poucos recursos para os candidatos a deputado, especialmente para os que disputam vaga na Assembleia Legislativa. Aspirante sem dinheiro não consegue pedir votos.

Pedro Paulo, o candidato ao Senado que tem muitas dificuldades em emplacar sua campanha. Nas rodinhas reunidas longe de Paes, o comentário é que ele atrapalha — e pesa.

A vereadora Talita Galhardo.

Os “aliados” de papel, que estão na coligação, mas não pedem votos — ou pior, pedem para outros candidatos. Na lista, prefeitos e até presidentes de partidos.

Na campanha de Douglas Ruas

Quem está em alta

Os prefeitos de Cabo Frio, Dr. Serginho, e de Mangaratiba, Luiz Cláudio Ribeiro, e o ex-prefeito de Mesquita Jorge Miranda.

O publicitário Paulo Vasconcellos, que, segundo a unanimidade do grupo político, acertou no tom e fez uma campanha solar, leve e irônica.

A turma de São Gonçalo — incluindo Altineu Côrtes, padrinho político e “inventor” do candidato.

O PL nacional, que encheu a campanha de recursos.

O estrategista Bruno Bonetti, presidente municipal do partido, que soube cuidar da distribuição.

O advogado Tiago Santos e sua turma, com grandes vitórias na Justiça Eleitoral.

Quem está em baixa

O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, do PP, que num dia abandonou o posto de vice e, no outro, assumiu, de cabeça, a campanha do maior adversário de Douglas.

O presidente do PP, Dr. Luizinho, que não faz campanha diretamente para Paes — mas…

Os prefeitos da Baixada e do interior, que, embora tenham sido parceiros do PL ao longo dos últimos anos, correram para o adversário quando o moço saiu à frente das pesquisas eleitorais — mas, ao ver que Douglas reagiu, tentam voltar ao grupo.

Cláudio Castro, que está quietinho, mas é lembrado o tempo inteiro pelos adversários — e com razão.

 

 

 

 



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