O secretário estadual de Segurança Pública, Victor dos Santos, defendeu, nesta sexta-feira (1º), o decreto do governador em exercício, Ricardo Couto, que transferiu o programa Segurança Presente para a Polícia Militar. Nomeado por Cláudio Castro (PL) em 2023, o delegado da Polícia Federal afirmou que o programa, agora, “está na mão de quem deveria estar”.
“Hoje está na mão de quem deveria estar, a segurança pública. A transferência desse importante programa de segurança de proximidade sai da Segov e vai para a Secretaria de Segurança Pública, administrado pela Polícia Militar. Isso vai trazer uma eficiência maior”, declarou.
Castro recriou a Secretaria de Segurança Pública
A pasta comandada por Santos também carrega a marca de Castro.
Foi o ex-governador quem recriou a Secretaria de Segurança Pública em dezembro de 2023, durante seu segundo mandato, colocando o delegado à frente da estrutura.
A mudança de gestão — que também incluiu a Operação Barricada Zero — foi oficializada por Couto em edição extra do Diário Oficial publicada na noite desta quinta-feira (30).
Pela primeira vez, até a administração do discreto desembargador saiu do casulo e veio a público defender a medida. Em publicação nas redes sociais do governo do estado, avisou:
“A gestão da Operação Segurança Presente agora é da Secretaria de Polícia Militar. A mudança é estratégica para todos. O programa passa a ser gerido por quem detém o maior conhecimento técnico em policiamento ostensivo no Rio de Janeiro”.
Governo Couto justifica a transferência do Segurança Presente
De acordo com nota emitida pelo comando do Palácio Guanabara, no entanto, o programa Segurança Presente terá a essência preservada.
“O objetivo é tornar o serviço ainda melhor e mais eficiente. Na nova estrutura, o Segurança Presente passa a ter metas de produtividade e a usar a inteligência policial para orientar as decisões nas ruas. A essência do Segurança Presente continua: prevenção, policiamento de proximidade e atendimento ao cidadão permanecem como foco”, finaliza a nota.
