No clima esportivo de Copa do Mundo, a Câmara do Rio aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto de lei que institui o programa de incentivo à participação de pessoas com deficiência e neurodivergentes (como pessoas com autismo) nas atividades esportivas promovidas pelo município com recursos públicos.
A proposta, de autoria do vereador Paulo Messina (PL), foi aprovada em segunda discussão e agora aguarda a sanção ou veto do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
O texto estabelece que as atividades esportivas voltadas para o público PCD deverão ser amplamente divulgadas nos meios e veículos de comunicação disponíveis. Além disso, as práticas poderão ser adaptadas de forma excepcional, levando em consideração a natureza da deficiência de cada participante.
Famílias de pessoas neurodivergentes também podem ser contempladas
Um dos diferenciais do projeto é o foco na inclusão das chamadas “famílias atípicas”, termo utilizado para se referir aos parentes de autistas e neurodivergentes. Segundo Messina, o objetivo é integrar também os pais e avós que acompanham as crianças e jovens e que, frequentemente, ficam sem a oportunidade de praticar os exercícios.
“A nossa ideia é incluir também estas pessoas que nunca são lembradas. Agora vamos aguardar a sanção do prefeito para que uma ampla política pública de inclusão nos esportes seja desenvolvida pela prefeitura do Rio”, afirmou o vereador.
Caso seja sancionado pelo prefeito, o programa pode desenvolver uma política pública de inclusão ampla no esporte municipal.
